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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Lupi pede Luli em casamento

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Professor aproveita momento em família para fazer o pedido


A família Alves janta e conversa sobre a festa de 15 anos da Bia. Durante o jantar, Lupi é elogiado por Luli e retribui a gentileza falando que ela é maravilhosa. Ele aproveita o momento e a presença dos pais e da irmã, tira uma caixinha do bolso, olha apaixonado para Luli e pergunta se ela quer se casar com ele.

A secretária de Eva não se aguenta de tanta felicidade e quase pula no pescoço de Lupi. Ela responde que é claro que quer se casar com ele e o beija cheia de amor.

Alceu e Bia abrem o maior sorriso e se olham cúmplices, enquanto Dadá, que está em choque, questiona o fato de o filho se casar em tão pouco tempo de relacionamento.

A cena está prevista para ir ao ar nesta quinta (29).

Do R7.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

"Acredito que o amor é uma coisa libertadora", afirma Rocco Pitanga

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Ator que interpreta Lupi na novela fala sobre seu personagem


Lupicínio Alves, o Lupi, é tido como um bom rapaz em Rebelde. Seja na Vila Lene ou no Elite Way, o jovem professor é sempre muito educado e respeitoso com as pessoas que o cercam. Para falar mais sobre esse personagem, o R7 conversou com o ator Rocco Pitanga.

No colégio, ele encanta os alunos com suas aulas de informática, mostrando que o computador pode levá-los a lugares incríveis. No entanto, foi somente a partir da novela que Rocco começou a entender melhor esse universo da tecnologia.

-Descobri esse universo com o Lupi. É uma das coisas que eu vou levar do personagem. Nunca fui muito voltado a computador e internet, mas ele me mostrou que hoje em dia o mundo é interligado, a importância da internet e as facilidades da tecnologia.

Um dos momentos mais marcantes de Lupi na novela foi seu envolvimento com Becky, por quem ele sentia uma atração muito forte. No entanto, após alguns acontecimentos na vida dos dois, eles se distanciaram um pouco – o que não quer dizer, claro, que ele tenha deixado de amar a irmã de Carla.

-Da maneira que foi conduzida [a história entre os dois], eu acho que ele tem um amor sim muito grande por ela, mas eu, Rocco, acredito que o amor é uma coisa libertadora. Ele respeita a pessoa e leva da maneira que tem de ser. O final da história com ela não foi resolvido, porque ela voltou para o Vicente e ele acabou se envolvendo com a Luli. Acho que as circunstâncias afastaram o casal. Mas o amor, o carinho por ela está guardado.

Por conta da turbulenta relação com Becky, que resultou numa grande decepção amorosa, o filho de Alceu e Dadá acaba levando essa experiência frustrante para futuros namoros. Rocco explica o porquê.

-Sim, eu acho que a partir do momento em que a pessoa vivencia uma situação que não é satisfatória, que é decepcionante, ela perde um pouco a pureza. Você começa a imaginar coisas quando você está numa outra situação. E quando alguém teve uma atitude de imaturidade numa relação, não quer dizer que outras pessoas venham a ter. Ele deixa de se surpreender mais. Ele poderia ir mais além se não tivesse se decepcionado.

E olha que Lupi fala com propriedade sobre isso, pois tem muita experiência no campo amoroso. Além de Becky, ele já se relacionou com Débora, Raquel e Luli.

-Cada uma é uma coisa diference. A história com a Luli é muito recente para falar. A Raquel foi algo muito intenso e a Becky é amor. Eu torço para que seja desenvolvida uma boa história. Mas não sei, rolou um jogo muito legal com todas elas. Eu gosto mais de deixar o público julgar essa história. Eu gosto também de ver que lado as pessoas enxergam.

Por se envolver em tantas situações diferentes, é natural que haja um carinho do ator pelo personagem. Mais do que isso, Rocco comenta que seu trabalho na novela amadurece seu lado artístico e profissional.

-O Lupi é um personagem bacana, do bem, com possibilidade de ter falhas humanas. É um personagem inserido numa novela jovem, que tem um núcleo que é completo. O único núcleo que tem uma família completa é o do Lupi. Estou feliz de estar contracenando com os meus colegas de equipe. Estou apaixonado pela maneira que o Ivan [Ivan Zettel, diretor da novela] conduz o trabalho. A Margareth, [Margareth Boury, autora de Rebelde] já é o segundo trabalho que faço com ela. Eu me sinto à vontade com os textos dela: fazem amadurecer mais meu lado artístico, profissional.

Por fim, o ator fala sobre o diferencial de Rebelde e aponta o motivo que tem feito com que a trama seja um sucesso.

- É muito gostoso de gravar, acho que é isso. O Ivan teve, junto com a Margareth, uma sensibilidade de extrair um elenco que tivesse afinidade e estivesse a fim de fazer. Acho que isso é o que mais reflete o que a gente mostra de segunda a sexta. O prêmio maior é o que acontece entre os personagens e entre os atores. É isso que nos faz sentir vontade, mesmo que o público não perceba.

Do R7.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Rola um clima entre Luli e Lupi

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Raquel chega e puxa o ex-namorado pelo braço


Lupi vê Luli andando cheia de sacolas nas mãos e oferece ajuda a ela. O professor de informática manda indiretas para a assistente de Eva e ela fica sem graça. Enquanto caminha com Lupi, Luli vai contando que faz compras no shopping para desestressar.

Ela deixa as coisas em casa e é convencida por Lupi a ir ao Bar do Genaro. Com bom humor e bastante entusiasmada, Luli fala sobre seu passeio e ressalta como é difícil resistir às tentações das liquidações nas lojas.

Os dois se divertem durante o papo e Luli quase tropeça, mas logo é amparada pelo filho de Dadá. Ele a ajuda e, ao chegar na porta do restaurante, os dois encontram Raquel, que puxa o ex-namorado pelo braço e pede uma mesa para três. Lupi e Luli ficam sem saber o que fazer, assustados com a atitude da psiquiatra.

Do R7.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Ex-noiva de Lupi reaparece na Vila Lene

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Becky e Lupi estão andando pela Vila Lene, quando Raquel surge por ali


A ex-noiva de Lupi reaparece linda e poderosa, deixando o professor mexido. Raquel pede desculpas para Lupi e diz que não se casou. Surpreso com as novidades, o filho de Dadá não sabe como agir. Raquel pede que Lupi apresente Becky, mas a modelo não dá a mínima atenção e sai em direção ao loft. Raquel, no entanto, diz que os dois precisam conversar e que criou muita coragem para voltar a procurá-lo.

O professor não engole o fato de ter sido abandonado pela ex-noiva, dois meses antes do casamento. Ela pede uma segunda chance e deixa Lupi muito irritado. Raquel tenta se explicar e pede perdão, mais uma vez, em vão. Lupi não consegue esquecer a traição da ex com seu grande amigo, Bernardo. Raquel reage e diz que foi um momento de fraqueza, pois nunca teve interesse ou atração pelo amigo de Lupi. Diante dos fatos, Raquel se cala. O professor relembra seu sofrimento e tudo o que passou para superar tamanha tristeza. A morena tenta recordar os bons momentos e se declara apaixonada. Lupi não dá importância e pede que Raquel o esqueça. Ele enfatiza que está apaixonado por outra pessoa e sai. Raquel fica passada sem saber o que fazer.

As cenas estão previstas para irem ao ar a partir de quarta-feira (27).

Do R7.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Vicente (@EduardoPires1) vê Lupi (@RoccoPitanga) saindo de sua casa

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O ex de Becky pergunta se o casal brigou e o clima fica ruim entre os dois


Após conversar com Jonas sobre o futuro do porão onde os rebeldes se reuniam para ensaios da banda, Vicente vai até a Vila Lene em busca de Genaro. Seguindo em direção à cantina italiana, Vicente encontra Lupi saindo do loft e pergunta se o filho de Dadá se encontrou com Becky.

Prontamente, Lupi responde que sim e questiona por que Vicente está em casa tão cedo. O ex-namorado de Becky conta que está resolvendo uns problemas, mas que ainda voltará para o colégio. Lupi tenta conversar sobre Becky, mas Vicente deixa claro que a situação está ótima, já que ele está namorando Débora e o professor de informática está com Becky.

Lupi diz que não quer conversar sobre esse assunto e, em seguida, Vicente pergunta se o casal já brigou. O clima fica ruim e Lupi se irrita por não entender o motivo da pergunta. O ex de Becky tenta esclarecer o mal entendido, mas Lupi não dá a atenção e pergunta sobre as fotos da namorada. Vicente diz que as fotos estão salvas em seu computador e que em outro momento entregará para ele, pois está muito ocupado.

A cena está prevista para ir ao ar nesta segunda-feira (18).

Do R7.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Uma família bem brasileira em #Rebelde é capa da @RevistaRaca

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Grande sucesso na TV em 2011, novela Rebelde, da Record, retrata o negro sem se render a estereótipos


Há dois meses no ar, a novela Rebelde (exibida na Record, de segunda à sexta, às 19h00), escrita por Margareth Boury e dirigida por Ivan Zettel, vem apresentando ótimos índices de audiência, sobretudo, entre o público adolescente. A trama, que narra os conflitos de um grupo de jovens que estuda no internato Elite Way, é a versão brasileira do bem-sucedido folhetim eletrônico mexicano, que durante alguns anos foi também uma verdadeira febre entre adolescentes de toda a América Latina.

E se o bom desempenho da audiência da adaptação nacional já é suficiente para que o elenco envolvido no projeto comemore, para uma parte dele, formado pelos atores Zezé Motta, Antônio Pompêo, Rocco Pitanga, Michel Gomes e Juliana Xavier, há ainda razões mais fortes para celebrar. Interpretando os personagens da família Alves, eles dão vida ao núcleo negro da novela. Mas, o que seria pretexto para a existência de uma enxurrada de estereótipos e, num outro viés, um palanque televisivo para discursos sobre conflitos raciais, a família Alves chama a atenção justamente pelo contrário: é o retrato de uma família típica de classe média, com todos os dramas e as alegrias vividas por milhões de pessoas pelo Brasil afora.

RAÇA BRASIL reuniu os atores que representam a família Alves – a única falta foi a de Michel Gomes, ausente por motivos particulares –, no apartamento da atriz e cantora Zezé Motta, no bairro da Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro.

Durante a conversa descontraída, discutimos temas como a evolução e os avanços da presença do negro na teledramaturgia brasileira, mercado de trabalho e o futuro para as novas gerações. “Estou muito feliz e emocionada com este trabalho. Sou do tempo em que o negro nas novelas não tinha família.

"Não precisamos mais de lamúrias e discursos, pois a nossa presença como uma família ‘normal’ na novela rebelde já é, por si só, um ato político" Zezé Motta

Os personagens negros viviam a reboque sem um melhor desenvolvimento nas tramas. O que me emociona neste trabalho é que fizemos parte de um movimento que sempre buscou virar esse jogo e, depois de décadas, estamos colhendo os frutos dessa luta que teve origem na formação do Teatro Experimental do Negro (TEN), passando pela criação do Centro de Documentação do Artista Negro (CIDAN), nos anos 80”, afirma Zezé.

Na trama, Lupi (Rocco Pitanga), João (Michel Gomes) e Beatriz (Juliana Xavier) são filhos de Alceu (Antonio Pompêo) e Dadá (Zezé Motta). De origem humilde, eles conseguem ascender socialmente em função do sucesso do filho mais velho no mercado de tecnologia da informação. A escalada social, porém, não fará com que eles reneguem as suas raízes, já que continuam vivendo no mesmo bairro da periferia. A exceção fica com João, estudante do colégio Elite Way, que não aceita essa situação e, ao longo da trama, vai extravasar essa insatisfação num comportamento rebelde, trazendo problemas, principalmente para a mãe, dona Dadá, caracterizada como uma mulher forte, equilibrada, típico das matriarcas. “O meu personagem tem uma personalidade muito complicada. Primeiro, porque ele quer ser o centro das atenções e, por isso, está sempre em conflitos com a irmã adotiva. Em segundo lugar, ele não suporta a ideia de ter que permanecer morando no subúrbio, principalmente porque Lupi, o irmão mais velho, conseguiu sucesso financeiro na sua profissão, mas a família recusa-se a deixar o bairro de origem”, conta Michel Gomes, sobre o seu personagem.

Além disso, a família passa pelas agruras provocadas pelo alcoolismo do pai, Alceu, drama esse que acomete milhões de famílias brasileiras em todas as classes sociais. Já Bia – adotada pela família Alves – apesar de vaidosa, mostrará que o amor entre pais e filhos independe da questão biológica e étnica.

UM ATO POLÍTICO
Para Antônio Pompêo, ator com mais de três décadas de experiência na televisão, teatro e cinema, a novela Rebelde sinaliza uma tendência que é extremamente benéfica para os atores negros brasileiros, pois demonstra que os papéis podem ser interpretados sem ter aquela trama específica na qual seja tratada a temática de conflitos raciais. “Isso é, sem dúvida, uma evolução. Nós estamos provando que podemos estar em qualquer papel, sem ficar em discursos. O meu personagem, por exemplo, é alcoólatra, mas esse não é um problema específico de uma classe social, de uma raça ou de idade. Na própria novela, o alcoolismo é vivido por um jovem branco de classe média alta”, disse Pompêo. O ótimo entrosamento entre os atores também foi ressaltado por ele, o que ajuda a dar mais força na hora de gravar as cenas. “A gente já chega ‘azeitado’ nas cenas. Há muito entrosamento. Entramos com um astral muito bom, com o texto passado e decorado”, comenta.

Rocco Pitanga concorda com o colega e se mostrou feliz pela repercussão que a família vem tendo com o público. “Pessoas de todo o tipo me param na rua e dizem que se identificavam com os personagens, conhecem pessoas que vivem esse drama e isso tem muito a ver com que o Pompêo falou, que nós atores negros somos capazes de interpretar qualquer tipo de papel. Afinal, escrever para atores negros não tem que ser uma coisa anormal. Vivemos o mesmo cotidiano que qualquer outra pessoa e não ficamos falando de racismo o tempo inteiro. E o bom é que a novela mostra isso bem.” Para o ator, é muito grande a satisfação de ser referência para vários meninos negros que acompanham a novela.

“Na minha época eu não tinha tantos personagens como o Lupi. Hoje sei que muitos meninos que nos assistem vão se inspirar e se tornar um profissional bem sucedido em informática. Aliás, eu mesmo tenho aprendido muito sobre este mundo por intermédio deste personagem”, avalia.

Zezé faz questão de lembrar que negros e negras estão conseguindo espaços em várias áreas da sociedade, inclusive no ramo da publicidade e que a revista RAÇA BRASIl tem um importante papel nesse processo. “Antes não havia negros em capas de revistas e hoje várias outras publicações já perceberam que negro vende. Então, não precisamos mais de lamúrias e discursos, pois a nossa presença como uma família ‘normal’ na novela Rebelde já é, por si só, um ato político. E as coisas estão caminhando, apesar de sabermos que ainda há muitos desafios pela frente”, explica a veterana atriz.

“O PÚBLICO É QUE DETERMINA”
Nossos entrevistados observam, de uma forma geral, que o futuro para o ator negro no Brasil parece ser bem mais promissor, porém, para que não haja um revés nesse processo, Pompêo alerta que esta boa fase não pode ser passageira e pede para que o público se manifeste de forma ampla. “O público é que determina. Se ele não cobrar de forma permanente, essa onda passa. Por isso, é preciso que o espectador que está acompanhando e gostando da nossa participação se manifeste pela internet, pelas mídias sociais e marque posição em relação a uma maior participação de atores negros nas novelas brasileiras.”

A esperança de Rocco Pitanga é que a discussão sobre a participação do negro na televisão não exista mais daqui há 50 anos. “Iremos refletir como foi o passado e o processo no qual passamos para chegarmos e alcançarmos o nosso objetivo maior”, diz o intérprete de Lupi. Juliana Xavier – a caçula da família na trama e também entre o time de atores – torce para que as previsões de Rocco se concretizem. “Esta entrevista foi muito válida. Como o nosso tempo é corrido, pois temos que gravar, estudar e decorar textos, nunca tivemos tempo para falar sobre o assunto. Mas tenho aprendido bastante e fico muito feliz em testemunhar e fazer parte desta historia de luta.”

E tão importante quanto pensar no futuro é poder olhar o passado com olhos de aprendiz e relembrar a longa caminhada que atores e atrizes negros trilharam até chegar nesse favorável estágio atual, principalmente para os mais experientes. “Quando, há mais de trinta anos, eu, um ‘capiau’ deixei o interior de São Paulo para me tornar ator, muita gente disse que esse seria um sonho impossível de ser realizado. Hoje, posso dizer que sou um ator realizado e agradeço aos meus orixás por isso”, comenta Pompêo. Zezé Motta arremata: “Fico muito contente em meus 66 anos de idade, em ver esta mudança e, ainda estar na ativa, com saúde e prestígio. Por isso, só tenho o que celebrar”, comemora.

Para o jovem Michel Gomes, a participação de atores negros em novelas vem melhorando, não só em quantidade, mas também em qualidade nos papéis. “No meu caso, tenho encarado com muita alegria o meu personagem, pois ele foge do estereótipo que muitos atores negros tiveram que interpretar no passado; escravo, bandido, favelado, porteiro, cozinheira etc. Ele mesmo, quando foi protagonista do filme Última Parada 174, ficou com receio de que só poderia interpretar bandidos, porém, fez uma novela na Globo, Viver a Vida, como um jovem de classe média e, agora na Record, como João, juntamente com outros atores negros. “Isso significa que está tendo melhor oferta de trabalhos para nós. E a novela Rebelde está mostrando isso, mostrando em cena uma família inteira composta por negros sem estereotipá-los.”

OUTROS TEMPOS, OUTRAS LUTAS
Os desafios para a inclusão do ator negro foram, com certeza, bem diferentes daqueles enfrentados por atores da geração de Zezé Motta e Antonio Pompêo. Ela lembra que nos anos 70 não conseguia projeção nem mesmo em fotonovelas. Anos mais tarde, em 1984, Zezé causou grande furor ao interpretar uma paisagista que se envolve numa relação interracial na novela Corpo a Corpo, de Gilberto Braga. Na ocasião, a atriz sentiu na pele a reação negativa por parte da audiência. “As pessoas se assustam muito com o novo.

Lembro das péssimas reações do público, que chegava a enviar cartas ofensivas para mim, ao ator Marcos Paulo (com quem fazia par romântico) e à direção da Globo”, relembra Zezé. Corpo a Corpo foi a primeira novela que retratou uma família negra de classe média – a abordagem só foi aparecer novamente em uma trama na televisão brasileira dez anos depois em A Próxima Vítima, escrita por Silvio de Abreu. Zezé conta que durante o tempo de exibição de Corpo a Corpo começou a pensar em maneiras de reverter este quadro. “Eu percebia que nas novelas não se permitiam colocar dois atores negros interpretando personagens com o mesmo papel de destaque. Se eu estivesse numa novela, outra atriz não poderia estar e vice-versa. Foi então que lembrei da frase da Lélia Gonzalez (importante ativista do movimento negro): ‘Não temos tempo para lamúrias, temos que arregaçar as mangas e fazer alguma coisa para mudar isso’.

Comecei a fazer um arquivo de atores negros. Nós, do movimento, chegamos à conclusão que tínhamos que nos organizar e não ficar esperando por uma atitude paternalista. Então, em 1984, criamos o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (CIDAN), que hoje conta com cerca de 500 atores associados”, explica a atriz. Um dos mais importantes projetos implementado pelo CIDAN é o Curso de Arte Dramática nas comunidades. Chamado de A Arte de Representar a Dignidade, o curso não se restringe à formação de atores. Leva também conceitos de cidadania aos jovens de comunidades carentes como Mangueira, Macaco e Andaraí, Gamboa, Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e Cruzada São Sebastião. Na avaliação de Zezé, a importância do projeto reside no fato de existirem inúmeros talentos que podem ser perdidos por falta de oportunidades.

"Quando se fala em qualificar o jovem para o mercado de trabalho, sempre fazem menção a diversas profissões técnicas, mas se esquecem de falar da profissão de ator"


“Eu mesma, se não tivesse conseguido uma bolsa de estudos no Tablado (conceituado curso de formação de atores carioca), provavelmente não teria 40 anos de carreira.” A atriz enfatiza que cursos de arte dramática precisam ser encarados como centros de capacitação profissional. “Quando se fala em qualificar o jovem para o mercado de trabalho, sempre fazem menção a diversas profissões técnicas, mas se esquecem de falar da profissão de ator”, lamenta. Atualmente, o A Arte de Representar a Dignidade está parado por falta de patrocínio. Antônio Pompêu argumenta que o CIDAN nasceu por uma necessidade de incluir atores negros na televisão, nos comerciais e na mídia em geral, porém a situação mudou.

“Verificamos que o mercado está muito saturado, ou seja, há mais oferta do que demanda. Então, resolvemos ampliar o leque, pois sabemos que muitos deles não conseguirão entrar e não seria interessante para nós que esses jovens saíssem do universo da dramaturgia. Por isso, estamos trabalhando para que haja curso de maquiador, iluminador, contra-regra e outras funções para que esse jovem negro consiga ser inserido no meio totalmente capacitado”, conclui o ator, atual presidente do CIDAN.

Da Revista Raça Brasil.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Lupi procura por Vicente e acaba consolando Becky

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A modelo aproveita para desabafar sobre o fim do namoro



Lupi vai até o loft de Vicente e Becky o recebe animada. O professor de informática diz que está à procura do amigo e a modelo logo muda o tom. Ele começa a explicar o motivo de sua visita, mas se dá conta de que não pode dizer para Becky que, na verdade, antes de se sentir atraído por ela considera Vicente um grande amigo. Becky ressalta que a melhor qualidade do professor de português é ser amigo de todos e explica que depois do término do namoro está bastante complicado se relacionar com o ex-namorado.

Becky confessa que por causa dessa situação difícil, está super ansiosa e, consquentemente, comendo sem parar. Só de pensar que pode engordar, a modelo fica nervosa. Lupi aconselha a amiga a encontrar uma atividade para canalizar a tristeza. Becky se empolga e decide correr pela Vila Lene. Os dois, então, chegam correndo ao Bar do Genaro e Cilene fica toda atrapalhada ao ver Lupi. Pingo percebe o nervosismo da amiga e diz que ela está apaixonada. Furiosa, a filha de Genaro nega sentir qualquer coisa pelo filho de Dadá. Até Becky e Lupi percebem que Cilene está irritada. A filha de Genaro perde a paciência com Pingo e vai embora, deixando o ajudante de Teresa sozinho cuidando do restaurante.

As cenas estão previstas para irem ao ar na próxima terça-feira (31).

Do R7.

Rocco Pitanga, o Lupi de Rebelde, fala sobre o alcoolismo de Alceu

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O ator também comenta a relação de seu personagem com Becky e Cilene



Na última semana, o personagem Lupi, interpretado pelo ator Rocco Pitanga, se viu em um impasse: internar ou não seu pai, Alceu (Antonio Pompêo), que sofre de alcoolismo? A gota d’água foi quando Alceu apareceu alcoolizado na porta do Elite Way, escola onde Lupi trabalha e onde seu outro filho, João, estuda.

Para Rocco Pitanga, discutir esse assunto em uma novela para jovens como Rebelde é muito importante.

- No Brasil, a gente tem um tabu muito grande em relação ao alcoolismo. Há pessoas que são alcoólicas e, muitas vezes, nem sabem. É um assunto que parece ser simples, mas ele toma quase a metade da população ou mais ainda.

O ator lembrou que, além de Alceu, o rebelde Diego, interpretado por Arthur Aguiar, também está nos primeiros passos para a doença.

- Ele não consegue enfrentar os problemas de frente e usa a bebida como bengala. Eu tenho amigos que, quando saem, precisam tomar uma “dose de coragem” quando querem cantar uma mulher. É uma coisa que parece ingênua, mas pode ser o começo do vício. Vem inicialmente de um drama psicológico e, a partir daí, o excesso de ingestão faz com que o organismo comece a precisar disso.

Rocco também falou da importância de Rebelde abordar as mudanças que vêm acontecendo nas escolas.

- A Margareth [Boury, escritora da versão brasileira] está sendo muito feliz não só no tema do alcoolismo, mas nesse tema também. O mundo está evoluindo a cada dia que passa. No colégio, quando você coloca esses jovens num ambiente mais leve, com o qual eles se identificam, aí o estudo para de ser obrigação e passa a ser uma coisa gostosa.

O ator ainda comentou sua relação com a personagem Becky, vivida por Lana Rodes.

- Ele realmente é apaixonado pela Becky. Mas o Lupi é uma pessoa que já sofreu por amor, já foi traído pela ex-namorada. Ele pode não ser o grande amigo do Vicente, mas ele tem consciência do amor que o Vicente tem pela Becky, por isso, apesar de também ter esse amor por ela, ele não quer se aproveitar dessa situação. Não quer se aproveitar de uma carência.

Para Rocco, Lupi quer se apaixonar por alguém que goste verdadeiramente dele. Mas será que ele vai abrir os olhos e enxergar Cilene (Karen Marinho)?

- Eu acho que ele ainda não percebeu que ela gosta dele. Ele está tão focado na Becky, absorvido por essa paixão... Pode ser que um dia dê um clique nele e ele perceba que a Cilene é muito legal. Acho que falta a admiração: alguma coisa que ela faça e ele admire. Eu acho a Cilene uma personagem muito legal, é uma pessoa super do bem, que tem caráter. Se ele pudesse ter essa sensibilidade, seria uma coisa muito legal. Eu torço pela felicidade de todos!

E por falar em felicidade, Rocco fez questão de declarar que está adorando participar de Rebelde.

- Estou adorando fazer esse personagem. É um presente! Estou com uma família linda: Antonio Pompêo, Zezé Motta, Michel Gomes, Juliana Xavier. Estou feliz de estar trabalhando com essa equipe!

Do R7.

sábado, 14 de maio de 2011

Alceu aparece bêbado na casa de Genaro

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Lupi chega e leva o pai para casa



Genaro socorre o amigo Alceu, que aparece bêbado em sua casa. Mais uma vez, o marido de Dadá não se controlou e acabou abusando da bebida. Diante da situação, Genaro, incomodado, ameaça chamar Dadá. Mas Alceu pede para ele deixar a esposa fora dessa história. O pai de Lupi deixa claro para o italiano que irá dormir na casa dele.

Genaro prepara um café bem forte, quando Lupi aparece à procura do pai, que nesse momento já está dormindo no sofá. Tenso, o professor de informática confessa que é complicado viver com uma pessoa alcoólatra na mesma casa, pois todos acabam adoecendo juntos. Ele explica que todos se sentem culpados e responsáveis pela fraqueza de Alceu, embora ninguém tenha culpa. Genaro lamenta toda essa situação e, junto com Lupi, leva Alceu para casa.

A cena está prevista para ir na próxima segunda-feira (16)

Do R7.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Lupi diz a João que quer ajudá-lo

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O irmão do adolescente pensa em trabalhar no colégio



Lupi (Rocco Pitanga) chama João (Michel Gomes) para conversar. Assim que chega perto do irmão, o adolescente pergunta receoso o que foi que ele fez dessa vez.

Lupi pede para João se acalmar e deixa claro que quer ter uma conversa amigável com ele. João senta no sofá e relaxa. Lupi diz que quer saber o que está acontecendo com o irmão.

À vontade, João admite que se meteu em uma cilada quando decidiu ser amigo de Pilar (Rayana Carvalho). Ele explica que era amigo de Diego (Arthur Aguiar), mas brigou com ele por causa de Téo (Bernardo Falcone). Lupi pergunta se ele bateu em Téo e João responde que se equivocou e acha que não há mais jeito de mudar isso.

Encantado por Pilar, João começou a agir de forma errada para ganhar a confiança dela. Com isso, acabou se prejudicando e ganhando inimizades.

Disposto a ajudar o irmão, Lupi fala que o colégio Elite Way quer contratar um professor de informática. Embora ele não precise do emprego, ressalta que essa é uma oportunidade de estar sempre por perto. Os dois batem as mãos, demonstrando cumplicidade.

Rebelde é escrita por Margareth Boury e tem direção geral de Ivan Zettel.

Do R7.

Lupi convida Becky para ir ao cinema e ela leva Vicente

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Nenhum dos dois gosta do passeio à três

O capítulo de Rebelde desta quinta-feira (14) vai mostrar a confusão criada por Becky em uma simples ida ao cinema.

Lupi convidou a loira para curtir um filme, mas também ela resolveu chamar Vicente para o passeio.

Assista a cena completa no capítulo de hoje, às 19h, logo após Todo Mundo Odeia o Chris.



Do R7.