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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Zezé Motta aprova as mudanças na vida de Dadá em Rebelde

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Atriz também diz como é trabalhar com vários atores jovens e talentosos

Bonita, elegante, discreta e determinada, Dalva Alves tem na sua vontade de ser crescer a sua maior qualidade. Casada com Alceu, a mãe de Lupi, João e Beatriz é interpretada pela atriz Zezé Motta, que conversou com o R7 sobre seu papel na novela Rebelde.

Após uma fracassada tentativa de criar uma negócio com Ofélia, Dadá superou a decepção com a avó de Tomás para já engatar um novo empreendimento: ser a hostess do restaurante do Genaro.

Sobre isso, Zezé afirma que está bem entusiasmada com a mudança nos rumos de seu alterego:

- Estou gostando dessa virada, acho que dá uma dinâmica para o personagem. Acho que a Dadá por um bom tempo ficou só vivendo a vida dos filhos e do marido. Eram as únicas preocupações dela: o problema do marido com a bebida, o filho que tinha vergonha da onde morava, depois ficou preocupada com a filha, que começou a namorar... Com essas novas atividades, ela ficou mais moderna.

Vale lembrar que, em toda a trama, o núcleo da família Alves é o único que é composto por uma família completa, com mãe, pai, filhos e irmãos. Nos demais, sempre há algum desses elementos faltando.

Dando uma interpretação mais ampla ao assunto, Zezé admite que fica feliz ao perceber que a televisão mudou, de alguns anos para cá, ao dar mais destaque para atores negros:

- Eu gosto muito disso, eu acho que é um bom recado que a gente dá para os jovens, mas o que me deixa bastante emocionada é que estamos vivendo um outro momento na televisão em relação aos atores negros. Quando eu comecei a fazer TV, os personagens negros vinham sempre a reboque de uma família, eles não tinham uma vida própria. E isso foi muito discutido no movimento negro, a gente reclamou disso e, de um tempo para cá, as coisas têm mudado e eu fico muito feliz com isso.

Como Rebelde é destinada ao público jovem, é natural que o elenco conte com muitos atores na faixa etária dos telespectadores da trama. Zezé Motta, uma das atrizes mais experientes da televisão brasileira, defende que essa é uma experiência muito positiva para ela.

A convivência com os jovens atores da novela faz com que haja um aprendizado entre todos. Os mais novos aprendem com os mais velhos e vice-versa.

- É uma troca muito bacana, muito legal. E isso de ter muito jovem dá uma alegria até mesmo nos bastidores. E eles são muito talentosos.

Quem acompanhou os capítulos mais recentes da novela vai se lembrar de uma cena em que Bia deixa sua mãe (e também seu namorado Raul) preocupada ao comprar um vestido bem curto.

Zezé, que confessa que no final das contas Dadá vai convencer Bia a não usar a roupa no aniversário, comenta que é preciso ter certo cuidado na hora de os pais tratarem assuntos delicados como esse com seus filhos.

- Eu acho que tem que por limites, sim, e tem que resolver no diálogo. Tudo tem seu tempo, tem a idade para fazer suas coisas. E o que eu acho muito curioso é que na vida real acontece em algumas famílias e, no futuro, quando ela [Bia] tiver uma filha, ela vai reproduzir o que aprendeu com a Dadá.

Por fim, a atriz fala sobre o que é ser Rebelde em sua opinião:

- O que eu percebo no rebelde é que ele tem uma personalidade forte, ele tem opiniões próprias e dificilmente cede, né?

Do R7.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Dadá tenta conter um grupo de mulheres enfurecidas

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Palestras de Ofélia não agradam a algumas de suas clientes


Um grupo de mulheres enlouquecidas protesta em frente à casa de Dadá contra as palestras de Ofélia. Em clima de tumulto, elas gritam, falam para Dadá que estão sendo enroladas e que Ofélia é uma trambiqueira.

Beth tenta ajudar a amiga a conter a fúria da mulherada, mas uma das protestantes vê Ofélia (que usa um disfarce) a reconhece e, junto com as outras, vai atrás da avó de Tomás. Enquanto Ofélia tenta fugir do grupo, Dadá e Beth se entreolham em pânico.

Ofélia é cercada pelas mulheres e, ao ver que não tem mais saída, tira o chapéu e os óculos. Ela alega que não tem nada a ver com os casamentos e namoros que acabaram e explica que as palestras eram apenas conselhos sentimentais. Dadá se mete na discussão e pede para elas manterem a calma. Ofélia fala para sua sócia explicar para as mulheres que ela não tem culpa se elas não tiveram capacidade para entender as regras do jogo e vai embora.

Uma mulher diz à Dadá que ela e as outras se deram mal por causa das palestras, portanto querem o dinheiro de volta. Dadá ouve tudo e fica apavorada.

A cena está prevista para ir ao ar na próxima quarta-feira (19).

Do R7.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Dadá investe em seu novo empreendimento e deixa Alceu chateado

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Parceria com Ofélia faz mãe de Lupi mais independente


Animada, Dadá termina os preparativos para as palestras que Ofélia dará sobre relacionamentos, enquanto Alceu observa tudo, chateado. Dadá percebe que o marido não gosta da ideia de ter esses eventos dentro de casa e decide usar uma das táticas que aprendeu com Ofélia. Ela começa a levantar várias placas indicando a Alceu o que ele deve fazer. Ao ver a cena, o pai de Lupi fica ainda mais irritado e pergunta a sua mulher se ela está ficando maluca. Dadá explica que as placas são para facilitar a comunicação entre eles. A cada explicação dela Alceu fica mais furioso e, quanto mais furioso ele fica, mais Dadá se diverte com a situação.

A mãe de João, Beatriz e Lupi abriu uma sociedade com Ofélia e, desde então, ela tem menos tempo para cuidar de sua casa. Alceu sente ciúmes da independência da mulher e tenta convencê-la de todas as maneiras a desistir do novo empreendimento, mas a nova empresária está animada e prevê sucesso para seu negócio.

A cena está prevista para ir ao ar no capítulo de terça-feira (16).

Do R7.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dadá acaba com a festa de Raul e Bia

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Convidados causam problemas e Lupi não consegue segurar sua mãe


Raul (Lucas Cotrim) e Beatriz (Juliana Xavier) se divertem na casa da Dadá (Zezé Motta). Bia percebe que sua amiga, Patricia está interessada em Ricardo, colega de Raul, e os apresenta.

A festa está bombando, quando João (Michel Gomes) e Vitória (Pérola Faria) chegam. A rebelde quer aproveitar a festa, mas o adolescente prefere jogar vídeogame. Sempre que pode, Dadá vai até a sala para checar a movimentação dos jovens.

Ao ver o filho, ela não perde tempo e pergunta se está tudo tranquilo ali. Vitória e João afirmam que está tudo bem e relembram das reuniões sociais que frequentavam.

Vitória lembra, ainda, que os convidados é que podem causar problemas, mas ninguém dá atenção. Em sintonia, a dupla decide sair da festa para jogar vídeogame .

Todos dançam quando Raul percebe que os amigos Patricia e Ricardo sumiram da festa. Outros convidados começam a conversar com Raul e Bia, que se distraem. Lupi (Rocco Pitanga) chega em casa e cumprimenta os jovens.

Nesse momento, João aparece com Ricardo, descabelado, e Patricia e conta que o casal estava em seu quarto. Bia chama atenção da amiga, que pede desculpas. Dadá acaba com a festa. Bia se desculpa com a mãe, que lhe passa um sermão.

Lupi tenta aliviar o clima dizendo que sempre tem alguém que quer atrapalhar. João também defende a irmã ressaltando que essas coisas acontecem. Dadá diz que a culpa é dos pais por não orientarem os filhos.

Raul e Bia ficam chateados com os amigos. Dada decide ligar para a mãe de Patricia e contar o que aconteceu. Bia implora para que isso não aconteça, pois acredita que a amiga ficará chateada.

Vitória, João e Lupi apóiam Dadá e explicam o perigo para Bia, que fica desanimada.

*A cena está prevista para ir ao ar a partir dessa quarta-feira, dia 20 de julho.

Do R7.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Dadá atrapalha beijo de Bia (@Julianaa_Xavier) e Raul

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Ela fica indignada com o romance entre os dois


Bia chega em casa depois do colégio e percebe que está sozinha, logo em seguida Raul toca a campainha. Bia finge estar de saco cheio do amigo e não dá muita atenção. Tímido, Raul acaba se enrolando para dizer o que realmente sente pela amiga.

Finalmente, Raul se declara e diz que gosta de estar sempre perto da garota, que comemora. Ele, então, pega na mão de Bia e os dois se aproximam para se beijar, quando Dadá entra e os flagra.

Os amigos levam um susto e se afastam.Indignada, Dadá passa um sermão dizendo que são muito novos para beijarem na boca ou ter qualquer tipo de relacionamento.

Ela ainda critica a atitude dos dois por estarem sozinhos em casa.

Bia tenta justificar que seria apenas um selinho, mas Dadá não aceita qualquer tentativa de desculpa.

Raul interrompe e pede a permissão de Dada para namorar Bia. Surpresa, Dada se atrapalha e diz que depois conversa sobre o assunto.

Bia e Raul ficam na expectativa. Depois de enrolar a dupla, Dadá promete conversar com o marido para dar uma resposta final. Alceu apoia a atitude e consente o namoro dos dois, mas avisa que só poderão namorar sob a supervisão dele e de Dadá.

*A cena está prevista para ir ao ar nesta quarta-feira (6).

Rebelde é escrita por Margareth Boury e tem direção geral de Ivan Zettel.

Do R7.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Uma família bem brasileira em #Rebelde é capa da @RevistaRaca

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Grande sucesso na TV em 2011, novela Rebelde, da Record, retrata o negro sem se render a estereótipos


Há dois meses no ar, a novela Rebelde (exibida na Record, de segunda à sexta, às 19h00), escrita por Margareth Boury e dirigida por Ivan Zettel, vem apresentando ótimos índices de audiência, sobretudo, entre o público adolescente. A trama, que narra os conflitos de um grupo de jovens que estuda no internato Elite Way, é a versão brasileira do bem-sucedido folhetim eletrônico mexicano, que durante alguns anos foi também uma verdadeira febre entre adolescentes de toda a América Latina.

E se o bom desempenho da audiência da adaptação nacional já é suficiente para que o elenco envolvido no projeto comemore, para uma parte dele, formado pelos atores Zezé Motta, Antônio Pompêo, Rocco Pitanga, Michel Gomes e Juliana Xavier, há ainda razões mais fortes para celebrar. Interpretando os personagens da família Alves, eles dão vida ao núcleo negro da novela. Mas, o que seria pretexto para a existência de uma enxurrada de estereótipos e, num outro viés, um palanque televisivo para discursos sobre conflitos raciais, a família Alves chama a atenção justamente pelo contrário: é o retrato de uma família típica de classe média, com todos os dramas e as alegrias vividas por milhões de pessoas pelo Brasil afora.

RAÇA BRASIL reuniu os atores que representam a família Alves – a única falta foi a de Michel Gomes, ausente por motivos particulares –, no apartamento da atriz e cantora Zezé Motta, no bairro da Lagoa, zona sul do Rio de Janeiro.

Durante a conversa descontraída, discutimos temas como a evolução e os avanços da presença do negro na teledramaturgia brasileira, mercado de trabalho e o futuro para as novas gerações. “Estou muito feliz e emocionada com este trabalho. Sou do tempo em que o negro nas novelas não tinha família.

"Não precisamos mais de lamúrias e discursos, pois a nossa presença como uma família ‘normal’ na novela rebelde já é, por si só, um ato político" Zezé Motta

Os personagens negros viviam a reboque sem um melhor desenvolvimento nas tramas. O que me emociona neste trabalho é que fizemos parte de um movimento que sempre buscou virar esse jogo e, depois de décadas, estamos colhendo os frutos dessa luta que teve origem na formação do Teatro Experimental do Negro (TEN), passando pela criação do Centro de Documentação do Artista Negro (CIDAN), nos anos 80”, afirma Zezé.

Na trama, Lupi (Rocco Pitanga), João (Michel Gomes) e Beatriz (Juliana Xavier) são filhos de Alceu (Antonio Pompêo) e Dadá (Zezé Motta). De origem humilde, eles conseguem ascender socialmente em função do sucesso do filho mais velho no mercado de tecnologia da informação. A escalada social, porém, não fará com que eles reneguem as suas raízes, já que continuam vivendo no mesmo bairro da periferia. A exceção fica com João, estudante do colégio Elite Way, que não aceita essa situação e, ao longo da trama, vai extravasar essa insatisfação num comportamento rebelde, trazendo problemas, principalmente para a mãe, dona Dadá, caracterizada como uma mulher forte, equilibrada, típico das matriarcas. “O meu personagem tem uma personalidade muito complicada. Primeiro, porque ele quer ser o centro das atenções e, por isso, está sempre em conflitos com a irmã adotiva. Em segundo lugar, ele não suporta a ideia de ter que permanecer morando no subúrbio, principalmente porque Lupi, o irmão mais velho, conseguiu sucesso financeiro na sua profissão, mas a família recusa-se a deixar o bairro de origem”, conta Michel Gomes, sobre o seu personagem.

Além disso, a família passa pelas agruras provocadas pelo alcoolismo do pai, Alceu, drama esse que acomete milhões de famílias brasileiras em todas as classes sociais. Já Bia – adotada pela família Alves – apesar de vaidosa, mostrará que o amor entre pais e filhos independe da questão biológica e étnica.

UM ATO POLÍTICO
Para Antônio Pompêo, ator com mais de três décadas de experiência na televisão, teatro e cinema, a novela Rebelde sinaliza uma tendência que é extremamente benéfica para os atores negros brasileiros, pois demonstra que os papéis podem ser interpretados sem ter aquela trama específica na qual seja tratada a temática de conflitos raciais. “Isso é, sem dúvida, uma evolução. Nós estamos provando que podemos estar em qualquer papel, sem ficar em discursos. O meu personagem, por exemplo, é alcoólatra, mas esse não é um problema específico de uma classe social, de uma raça ou de idade. Na própria novela, o alcoolismo é vivido por um jovem branco de classe média alta”, disse Pompêo. O ótimo entrosamento entre os atores também foi ressaltado por ele, o que ajuda a dar mais força na hora de gravar as cenas. “A gente já chega ‘azeitado’ nas cenas. Há muito entrosamento. Entramos com um astral muito bom, com o texto passado e decorado”, comenta.

Rocco Pitanga concorda com o colega e se mostrou feliz pela repercussão que a família vem tendo com o público. “Pessoas de todo o tipo me param na rua e dizem que se identificavam com os personagens, conhecem pessoas que vivem esse drama e isso tem muito a ver com que o Pompêo falou, que nós atores negros somos capazes de interpretar qualquer tipo de papel. Afinal, escrever para atores negros não tem que ser uma coisa anormal. Vivemos o mesmo cotidiano que qualquer outra pessoa e não ficamos falando de racismo o tempo inteiro. E o bom é que a novela mostra isso bem.” Para o ator, é muito grande a satisfação de ser referência para vários meninos negros que acompanham a novela.

“Na minha época eu não tinha tantos personagens como o Lupi. Hoje sei que muitos meninos que nos assistem vão se inspirar e se tornar um profissional bem sucedido em informática. Aliás, eu mesmo tenho aprendido muito sobre este mundo por intermédio deste personagem”, avalia.

Zezé faz questão de lembrar que negros e negras estão conseguindo espaços em várias áreas da sociedade, inclusive no ramo da publicidade e que a revista RAÇA BRASIl tem um importante papel nesse processo. “Antes não havia negros em capas de revistas e hoje várias outras publicações já perceberam que negro vende. Então, não precisamos mais de lamúrias e discursos, pois a nossa presença como uma família ‘normal’ na novela Rebelde já é, por si só, um ato político. E as coisas estão caminhando, apesar de sabermos que ainda há muitos desafios pela frente”, explica a veterana atriz.

“O PÚBLICO É QUE DETERMINA”
Nossos entrevistados observam, de uma forma geral, que o futuro para o ator negro no Brasil parece ser bem mais promissor, porém, para que não haja um revés nesse processo, Pompêo alerta que esta boa fase não pode ser passageira e pede para que o público se manifeste de forma ampla. “O público é que determina. Se ele não cobrar de forma permanente, essa onda passa. Por isso, é preciso que o espectador que está acompanhando e gostando da nossa participação se manifeste pela internet, pelas mídias sociais e marque posição em relação a uma maior participação de atores negros nas novelas brasileiras.”

A esperança de Rocco Pitanga é que a discussão sobre a participação do negro na televisão não exista mais daqui há 50 anos. “Iremos refletir como foi o passado e o processo no qual passamos para chegarmos e alcançarmos o nosso objetivo maior”, diz o intérprete de Lupi. Juliana Xavier – a caçula da família na trama e também entre o time de atores – torce para que as previsões de Rocco se concretizem. “Esta entrevista foi muito válida. Como o nosso tempo é corrido, pois temos que gravar, estudar e decorar textos, nunca tivemos tempo para falar sobre o assunto. Mas tenho aprendido bastante e fico muito feliz em testemunhar e fazer parte desta historia de luta.”

E tão importante quanto pensar no futuro é poder olhar o passado com olhos de aprendiz e relembrar a longa caminhada que atores e atrizes negros trilharam até chegar nesse favorável estágio atual, principalmente para os mais experientes. “Quando, há mais de trinta anos, eu, um ‘capiau’ deixei o interior de São Paulo para me tornar ator, muita gente disse que esse seria um sonho impossível de ser realizado. Hoje, posso dizer que sou um ator realizado e agradeço aos meus orixás por isso”, comenta Pompêo. Zezé Motta arremata: “Fico muito contente em meus 66 anos de idade, em ver esta mudança e, ainda estar na ativa, com saúde e prestígio. Por isso, só tenho o que celebrar”, comemora.

Para o jovem Michel Gomes, a participação de atores negros em novelas vem melhorando, não só em quantidade, mas também em qualidade nos papéis. “No meu caso, tenho encarado com muita alegria o meu personagem, pois ele foge do estereótipo que muitos atores negros tiveram que interpretar no passado; escravo, bandido, favelado, porteiro, cozinheira etc. Ele mesmo, quando foi protagonista do filme Última Parada 174, ficou com receio de que só poderia interpretar bandidos, porém, fez uma novela na Globo, Viver a Vida, como um jovem de classe média e, agora na Record, como João, juntamente com outros atores negros. “Isso significa que está tendo melhor oferta de trabalhos para nós. E a novela Rebelde está mostrando isso, mostrando em cena uma família inteira composta por negros sem estereotipá-los.”

OUTROS TEMPOS, OUTRAS LUTAS
Os desafios para a inclusão do ator negro foram, com certeza, bem diferentes daqueles enfrentados por atores da geração de Zezé Motta e Antonio Pompêo. Ela lembra que nos anos 70 não conseguia projeção nem mesmo em fotonovelas. Anos mais tarde, em 1984, Zezé causou grande furor ao interpretar uma paisagista que se envolve numa relação interracial na novela Corpo a Corpo, de Gilberto Braga. Na ocasião, a atriz sentiu na pele a reação negativa por parte da audiência. “As pessoas se assustam muito com o novo.

Lembro das péssimas reações do público, que chegava a enviar cartas ofensivas para mim, ao ator Marcos Paulo (com quem fazia par romântico) e à direção da Globo”, relembra Zezé. Corpo a Corpo foi a primeira novela que retratou uma família negra de classe média – a abordagem só foi aparecer novamente em uma trama na televisão brasileira dez anos depois em A Próxima Vítima, escrita por Silvio de Abreu. Zezé conta que durante o tempo de exibição de Corpo a Corpo começou a pensar em maneiras de reverter este quadro. “Eu percebia que nas novelas não se permitiam colocar dois atores negros interpretando personagens com o mesmo papel de destaque. Se eu estivesse numa novela, outra atriz não poderia estar e vice-versa. Foi então que lembrei da frase da Lélia Gonzalez (importante ativista do movimento negro): ‘Não temos tempo para lamúrias, temos que arregaçar as mangas e fazer alguma coisa para mudar isso’.

Comecei a fazer um arquivo de atores negros. Nós, do movimento, chegamos à conclusão que tínhamos que nos organizar e não ficar esperando por uma atitude paternalista. Então, em 1984, criamos o Centro de Informação e Documentação do Artista Negro (CIDAN), que hoje conta com cerca de 500 atores associados”, explica a atriz. Um dos mais importantes projetos implementado pelo CIDAN é o Curso de Arte Dramática nas comunidades. Chamado de A Arte de Representar a Dignidade, o curso não se restringe à formação de atores. Leva também conceitos de cidadania aos jovens de comunidades carentes como Mangueira, Macaco e Andaraí, Gamboa, Cantagalo, Pavão-Pavãozinho e Cruzada São Sebastião. Na avaliação de Zezé, a importância do projeto reside no fato de existirem inúmeros talentos que podem ser perdidos por falta de oportunidades.

"Quando se fala em qualificar o jovem para o mercado de trabalho, sempre fazem menção a diversas profissões técnicas, mas se esquecem de falar da profissão de ator"


“Eu mesma, se não tivesse conseguido uma bolsa de estudos no Tablado (conceituado curso de formação de atores carioca), provavelmente não teria 40 anos de carreira.” A atriz enfatiza que cursos de arte dramática precisam ser encarados como centros de capacitação profissional. “Quando se fala em qualificar o jovem para o mercado de trabalho, sempre fazem menção a diversas profissões técnicas, mas se esquecem de falar da profissão de ator”, lamenta. Atualmente, o A Arte de Representar a Dignidade está parado por falta de patrocínio. Antônio Pompêu argumenta que o CIDAN nasceu por uma necessidade de incluir atores negros na televisão, nos comerciais e na mídia em geral, porém a situação mudou.

“Verificamos que o mercado está muito saturado, ou seja, há mais oferta do que demanda. Então, resolvemos ampliar o leque, pois sabemos que muitos deles não conseguirão entrar e não seria interessante para nós que esses jovens saíssem do universo da dramaturgia. Por isso, estamos trabalhando para que haja curso de maquiador, iluminador, contra-regra e outras funções para que esse jovem negro consiga ser inserido no meio totalmente capacitado”, conclui o ator, atual presidente do CIDAN.

Da Revista Raça Brasil.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Alceu volta da clínica e tenta convencer Dadá de que está bem

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Ele confessa que, por causa do álcool, a vida dele tinha perdido o controle


Alceu volta para casa e Dadá confessa ao marido que ainda está insegura em relação à sua reabilitação. Ele demonstra estar se sentindo muito bem, mas Dadá comenta que ele voltou muito cedo e pergunta por que ele quis sair da clínica. Alceu diz que estava morrendo de saudades da família e afirma que o lugar dele é em casa.

Ele pega o caderno que usava na clínica, explica para a esposa que isso era seu diário e entrega a ela. Dadá folheia o caderno e pergunta se ele acha que ela vai acreditar nele depois de ler o que está escrito. Alceu revela que hoje sabe que por causa do álcool a vida dele tinha perdido o controle.

Ele explica ainda, que no caderno está registrada a primeira vez que ele admitiu que é impotente perante ao álcool.

Beatriz entra na sala e corre para abraçar o pai. Muito feliz, a menina diz que é muito bom tê-lo em casa de novo.

Dadá olha para Alceu e deixa claro que sofreu muito e que a confiança dela não está em um caderninho de sentimentos. Alceu entende Dadá e diz que tudo acontecerá no devido tempo. Ele pega a mão da esposa, que o encara, mas não confia nele. Beatriz permanece perto dos pais.

*A cena está prevista para ir ao ar na próxima segunda-feira (20).

Do R7.

sábado, 7 de maio de 2011

Veja como seria se Pedro, João e Roberta tivessem as mães trocadas

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Em entrevista, descobrimos como seria se Beth, Dadá e Eva fossem trocadas



Carinho, dedicação, cuidado, preocupações e um amor fora do comum. O sentimento de uma mãe com seu filho é algo que não tem explicação. Afinal, você já começa chutando a barriga dela e ela chora de emoção. Consegue fazê-la engordar horrores e, mesmo assim, ela nunca reclama. Já fez ela quase morrer de dor e, logo em seguida, morrer de alegria quando viu seu rostinho. Toma todo o tempo dela e o que você recebe é só carinho.

Uma mãe sente uma coisa que ninguém tem o poder de decifrar, só entende-se quando se é mãe, realmente. Mas existem vários perfis para aquela que faz de todos os nossos dias de vida algo diferente.

Rebelde traz exemplos disso. Afinal, você, internauta, pode ter uma mãe louca e animada como a Eva Messi, da Roberta; ou estilo Dadá, que acolhe a todos e trata João com um carinho e dedicação eternos; ou mesmo como Beth, que confia nos filhos, Pedro e Raul, cegamente e gosta das coisas certas, nos mínimos detalhes.

Mas domar a prole não é fácil, não é mesmo? Isso requer habilidades que apenas uma mãe possui. Como seria se os papéis dessas mães fossem invertidos e elas fossem mães de outros rebeldes?

A atriz Claudia Lira, que interpreta a mãe de Pedro, em entrevista, colocou-se na pele de Dadá, e respondeu sobre como seria se a Beth fosse a mãe de João:

- Eu trataria o João com muito amor e muita paciência. Duas coisas que, ao me ver, são essenciais. Tem que ter muita consciência do papel de mãe.

Já Zezé Mota, a atriz que faz a Dalva, aposta na conversa e em um preparo melhor, caso fosse a mãe da rebelde Roberta:

- Eu sou a favor do Diálogo. Mas no caso de Rebelde a gente tem que, além do diálogo, pegar um pouco mais pesado. Se eu fosse a mãe dela, eu seria mais mãe. Ela deve se comportar assim por uma questão de temperamento. Faria uma psicanálise, uma ioga. Me prepararia para ser uma mãe melhor, mais presente e mais calma.

Adriana Garambone, intérprete de Eva Messi, divertiu-se ao responder sobre como seria se fosse mãe de Pedro:

- Eu acho que o Pedro iria tomar conta dela, ele é mais maduro que ela. Ele é todo centrado e ela é meio maluca, né? (risos)

Sendo maluca, rígida, liberal ou “general”, o importante é que as mães têm de ser sempre respeitadas, acariciadas e bem tratadas. E isto não pode ser apenas no dia das mães simbólico, afinal, todo dia, é dia daquela que te deu a vida!

Do R7.

domingo, 20 de março de 2011

Juliana Xavier será filha de Zezé Motta em Rebelde

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Zezé Motta volta às novelas como uma mãezona, daquelas bem tradicionais. Em Rebelde, da Record, que estreia na próxima segunda-feira (21), às 19h, a atriz dá vida à Dalva, mais conhecida como Dadá, a matriarca da família Alves.

Ela vive com o marido, Alceu (Antônio Pompeu), e os três filhos: Lupi (Rocco Pitanga), Beatriz (Juliana Xavier) - que é adotiva - e João (Michel Gomes).

Em conversa com O Fuxico, Juliana Xavier disse que está com grande expectativa para a nova trama: “são as melhores expectativas para a novela. A família que estou gravando é muito legal e estou com uma química muito grande com os atores”, revelou.

Rebelde é escrita por Margareth Boury e tem a direção-geral de Ivan Zettel.

De OFuxico.

terça-feira, 15 de março de 2011

"Sou mãezona dedicada em Rebelde", diz Zezé Motta

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Zezé Motta volta às novelas como uma mãezona bem tradicional. Em Rebelde - que estreia dia 21, às 19h, na Record -, a atriz é Dalva, mais conhecida como Dadá, a matriarca da família Alves. Ela vive com o marido, Alceu (Antônio Pompeu), e os três filhos: Lupi (Rocco Pitanga), Beatriz (Juliana Xavier) - que é adotiva - e João (Michel Gomes).

Em conversa com o R7, Zezé explicou sua personagem.

- A Dadá é muito dedicada. Bem mãezona mesmo. Vive para a família.

Mas nem tudo são flores na vida de Dalva.

- O filho do meio [João, vivido pelo ator Michel Gomes] é rebelde. Ele dá muito trabalho para ela. O marido [Alceu, interpretado por Antônio Pompeu] também tem um problema, mas os telespectadores só vão descobrir no começo da novela. O drama é administrado com muito amor e paciência, marcas da personagem.

A dona de casa sempre cuidou da família com muita dificuldade, mas Lupi - o mais velho - se deu bem na vida e não deixou os parentes desamparados. Especialista em informática, ele mudou a vida de todos.

- A Dalva é de origem humilde, mas o Lupi se deu bem e oferece uma boa vida para a família, comprando uma casa para eles e ajudando todo mês.

Apesar da mudança, Dadá não se deslumbrou com o dinheiro.

- Mesmo mudando de vida para melhor, saindo da classe C para a classe A, ela faz questão de cuidar dos filhos, do marido e da casa.

A novela Rebelde é escrita por Margareth Boury e tem a direção-geral de Ivan Zettel.

Do R7.